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Dicas de saúde

11 fatores que desencadeiam alergias

Muitas coisas do dia a dia podem desencadear rinite alérgica ou urticária; veja quais são elas e evite os gatilhos

Conteúdo incluído em: 13 de outubro de 2020

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Há várias razões para que uma manifestação alérgica aconteça, e muitas situações presentes no cotidiano são capazes de causar ou agravar uma alergia, como a rinite e a urticária. Entender melhor quais são elas ajuda a prevenir e evitar esses gatilhos quando possível, além de tomar uma atitude para aliviar a situação, seja ela com base em novos comportamentos ou por meio de medicamentos como Allegra (cloridrato de fexofenadina), fármaco anti-histamínico indicado para tratar os sintomas de rinite alérgica e urticária.1

Veja abaixo os principais desencadeadores dessas duas alergias e procure fugir desses fatores no dia a dia.

Ácaros2

Os ácaros, tão presentes nos lares em todo o mundo, são os principais responsáveis por prejudicar o nariz de quem sofre com rinite alérgica. Para ter uma ideia melhor, os ácaros carregam mais de 20 componentes já identificados como alergênicos, sendo consideradas as mais importantes as partículas de suas fezes. Os três ácaros mais comuns no Brasil são Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blomia tropicalis.

O problema é que esses ácaros sobrevivem predominantemente em ambientes escuros, com umidade relativa do ar em torno de 70% e temperatura entre 21 e 28 graus, clima comum em vários meses do ano em diversas regiões brasileiras. Colchões e travesseiros são os locais preferidos para a proliferação, já que os bichinhos também se alimentam das descamações da pele humana. Carpetes, almofadas e cobertores também são lares dos temidos ácaros. Portanto, manter a casa sempre limpa, além de higienizar com frequência os lençóis, travesseiros e outros itens é fundamental para minimizar as manifestações alérgicas.

Fungos2

Aqui damos nomes aos meliantes: Cladosporium sp, Aspergillus sp, Alternaria sp e Penicillium notatum são os principais fungos que desencadeiam alergias respiratórias, como a rinite. Normalmente, se proliferam em ambientes úmidos, sejam eles por um aumento na umidade relativa do ar como pela presença de algum vazamento dentro de casa. Por isso, não culpe apenas o tempo frio pelo agravamento da rinite. Os fungos podem, sim, estar envolvidos.

Baratas2

As repulsivas baratas tão comuns no Brasil podem ser uma das responsáveis por causar rinite alérgica. O motivo é que esses insetos soltam continuamente proteínas provenientes da renovação corporal e decomposição, além de saliva, material fecal e secreções. Todos esses compostos vão parar naquela poeira comum, que se deposita nos móveis. O jeito é manter a casa livre de poeira e tomar medidas que impeçam a entrada desses insetos.

Animais2

De fato, os pets trazem alegria para uma casa. No entanto, quem sofre com rinite alérgica deve manter uma rotina de limpeza ainda mais acurada, já que os animais domésticos também liberam componentes que pioram a alergia. No gato, o principal desencadeante é produzido pelas suas glândulas sebáceas e posteriormente secretado pela pele do animal. No caso dos cães, o mecanismo é o mesmo, porém menos potente. Outros animais, como os roedores – no caso, os hamsters – soltam proteínas altamente alergênicas. A boa notícia: há evidências de que, se houver exposição a esses animais ainda na infância, a chance de ocorrer alergias em outras fases da vida diminui consideravelmente.

Pólen2

Apesar de não ser um desencadeante comum nas grandes cidades, a alergia ao pólen acontece no Brasil e foi retratada com mais intensidade em estados da região sul do País, locais em que as estações do ano são mais definidas e há o cultivo do azevém-italiano (Lolium multiflorum), uma planta alergênica. No caso da alergia ao pólen, os sintomas costumam aparecer com mais intensidade entre outubro e dezembro.

Cigarro2

O cigarro faz mal à saúde de todos, mas é um problema a mais para quem tem rinite alérgica. A fumaça do tabaco agride o epitélio nasal, desencadeando ou tornando mais grave a alergia. Por isso, além de não fumar, evite ficar próximo a quem está com um cigarro aceso, esquivando-se de inalar a fumaça passivamente.

Poluição2

Os poluentes do ar são fatores que agravam as alergias respiratórias. A poluição proveniente da combustão dos combustíveis derivados do petróleo, principalmente aquela eliminada pelos automóveis nas grandes cidades, são capazes de agredir a mucosa do nariz. O diesel, combustível utilizado nos caminhões, também podem facilitar a adesão de partículas alérgenas no epitélio do trato respiratório, acentuando as alergias.

Medicamentos3

No caso da urticária, alguns medicamentos comuns podem ser os responsáveis por desencadear uma crise ou até mesmo agravar uma que está em andamento. Fármacos como ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios não hormonais podem provocar uma reação alérgica. Se notar piora durante o uso de algum medicamento prescrito por um médico, é importante conversar com o especialista sobre alternativas que possam tratar o problema de base sem desencadear alguma alergia.

Picadas de insetos4

Quem sofre com urticária pode ter o problema agravado depois de levar picadas de insetos, como de mosquitos, pulgas ou carrapatos. Por isso, o ideal é evitar ir a lugares em que os insetos são frequentes. Se for inevitável, use repelente ou lance mão de alternativas como mosquiteiros, além de garantir uma excelente limpeza no local, para ter a certeza de que não há nenhum outro inseto presente.

Sol5

O astro-rei, cuja exposição com moderação faz tão bem à saúde, pode lamentavelmente ser um dos responsáveis por iniciar um processo alérgico em quem sofre de urticária. Por esse motivo, evite exposição prolongada ao sol e proteja-se sempre que possível com protetores solares ou algum tipo de proteção física, como um guarda-sol.

Alimentos6

Frutos do mar, algumas frutas, determinados condimentos, além de leite e derivados, castanhas, chocolates, entre outros alimentos, podem também desencadear a urticária em pessoas mais sensíveis. Ao identificar que um alimento provoca a reação alérgica, evite consumi-lo. Se a ingestão já aconteceu, medicamentos anti-histamínicos como Allegra® (cloridrato de fexofenadina) podem ajudar a aliviar os sintomas desagradáveis.

Referências:

1. Bula de Allegra. Anvisa. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=2729202019&pIdAnexo=11107284. Acesso em: 10 nov. 2021.
2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL. III Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. São Paulo. Nov.-dez. 2012. Disponível em: https://www.aborlccf.org.br/consensos/Consenso_sobre_Rinite-SP-2014-08.pdf. Acesso em: 10 nov. 2021.
3. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA. Alergia a Medicamentos. 6 jul. 2009. Disponível em: http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=304. Acesso em: 10 nov. 2021.
4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Picadas de Inseto - Prurigo Estrófulo ou Urticária Papular. Departamento Científico de Dermatologia. Dez. 2016;(2). Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/12/Dermatologia-Picadas-de-Inseto-Prurigo.pdf. Acesso em: 10 nov. 2021.
5. RAIGOSA, María; TORO, Yuliana; SANCHEZ, Jorge. Urticaria solar. Reporte de un caso y revisión de la literatura. Rev. alerg. Méx., Ciudad de México. Set. 2017;64(3):371-375. Disponível em: http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2448-91902017000300371. Acesso em: 10 nov. 2021.
6. CRIADO, Roberta F. G. et al. Urticárias. Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia. 2005;28(6):273-283. Disponível em: http://www.sbai.org.br/revistas/Vol286/urticarias.pdf. Acesso em: 10 nov. 2021.

ALLEGRA® (cloridrato de fexofenadina). Indicações: é um anti-histamínico destinado ao tratamento das manifestações alérgicas, tais como sintomas de rinite alérgica (incluindo espirros, obstrução nasal, prurido, coriza, conjuntivite alérgica) e urticária (erupção avermelhada e pruriginosa na pele). MS 1.8326.0359. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Data de revisão: 01/10/19.

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