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Dicas de saúde

Crise alérgica ao dormir: como aliviar o nariz entupido?

O ideal é manter uma rotina de limpeza do ambiente para evitar a crise

Conteúdo incluído em: 13 de outubro de 2020

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Tem coisa mais incômoda do que estar cansado, tentar dormir e não conseguir porque o nariz entupido não dá trégua e está atrapalhando a respiração? Quem tem rinite alérgica conhece bem esse cenário, já que, quando há congestão nasal, o sono é prejudicado, pois a respiração pela boca pode trazer vários desconfortos.

O problema é que o nariz entupido é justamente um dos sintomas mais prevalentes dessa alergia respiratória1. Aliviar esse problema, portanto, é imprescindível para uma boa noite de descanso.

Em primeiro lugar, é preciso identificar o que é que está provocando a crise de rinite alérgica. Um dos motivos pode ser a presença de alérgenos no quarto, como ácaros. Por isso, cuidar da limpeza desse ambiente é fundamental para melhorar a noite de sono2.

Evitar carpetes, tapetes ou bichos de pelúcia no ambiente de dormir é um dos passos para minimizar as crises. Além disso, é fundamental estabelecer como rotina a limpeza do colchão com um aspirador de pó potente e a troca dos lençóis com regularidade, já que os ácaros se alimentam da descamação da pele humana e também se reproduzem com facilidade quando a umidade relativa do ar está acima de 50%, fato que justamente acontece debaixo dos lençóis quando nos deitamos1,2.

Quando a reação alérgica já está em curso, no entanto, é preciso lançar mão de outras medidas para aliviar o nariz entupido e poder dormir em paz. Para entender melhor: a rinite alérgica provoca congestão nasal porque, quando o corpo reage a uma substância alergênica, acontece uma dilatação dos vasos sanguíneos do nariz, o que aumenta o fluxo de sangue e provoca um inchaço na mucosa nasal. Em seguida, surge o muco, atrapalhando de vez a respiração3.

Para aliviar estes sintomas, felizmente há medicamentos antialérgicos disponíveis, caso dos anti-histamínicos, que impedem a ação da histamina, responsável pelo desencadeamento dos sintomas.

Apesar de muitas pessoas associarem os anti-histamínicos à sonolência, a boa notícia é que esses efeitos só acontecem quando se usa medicamentos antigos. Com a evolução da ciência, surgiram os anti-histamínicos de segunda-geração, muito mais seguros4.

Os medicamentos antigos provocam sono porque passam pela barreira hemato-encefálica, uma estrutura presente no organismo para proteger o Sistema Nervoso Central (SNC). Além disso, os anti-histamínicos de primeira geração também não conseguem atingir precisamente somente os receptores de histamina H1, responsáveis pelo desencadeamento da alergia. Essa ação no SNC provoca sonolência e outros efeitos colaterais desagradáveis, como boca seca, tontura, taquicardia, entre outros5,6.

Os novos medicamentos, porém, são mais precisos e têm baixa passagem pela barreira hemato-encefálica. Com isso não provocam sonolência e os efeitos colaterais são baixos, tendo um perfil de segurança excelente7,8. No entanto, é sempre necessário conversar com um médico para receber a orientação de qual medicamento anti-histamínico tomar, e em qual dose.

Referências:

1. Órgão Oficial da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. Disponível em: https://www.aborlccf.org.br/consensos/Consenso_sobre_Rinite-SP-2014-08.pdf
2. Norma de Paula M. Rubini, Gustavo F. Wandalsen, Maria Cândida V. Rizzo. Guia prático sobre controle ambiental para pacientes com rinite alérgica. Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia. Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Disponível em: http://aaai-asbai.org.br/detalhe_artigo.asp?id=757
3. Guia de prática clínica: sinais e sintomas respiratórios: espirro e congestão nasal. Conselho Federal de Farmácia. Disponível em: http://www.cff.org.br/userfiles/file/Profar_vol1_FINAL_TELA.pdf
4. Hideyuki Kawauchi, Kazuhiko Yanai, De-Yun Wang. Antihistamines for Allergic Rhinitis Treatment from the Viewpoint of Nonsedative Properties. International Journal of Molecular Sciences. Disponível em: https://www.mdpi.com/1422-0067/20/1/213/htm
5. F. Estelle R. Simons, Keith J. Simons. Histamine and H1-antihistamines: Celebrating a century of progress. Clinical reviews in allergy and immunology. Disponível em: https://www.jacionline.org/article/S0091-6749(11)01408-4/fulltext
6. Paulo Ricardo Criado, Roberta Fachini Jardim Criado, Celina W. Maruta. Histamina, receptores de histamina e anti-histamínicos: novos conceitos. Anais Brasileiros de Dermatologia. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abd/v85n2/10.pdf
7. I. Hindmarch, Z. Shamsi, S. Kimber. An evaluation of the effects of high-dose fexofenadine on the central nervous system: a double-blind, placebo-controlled study in healthy volunteers. Clinical & Experimental Allergy. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1046/j.0022-0477.2001.01245.x?sid=nlm%3Apubmed
8. Bula de Allegra. Anvisa. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=2729202019&pIdAnexo=11107284

ALLEGRA® (cloridrato de fexofenadina). Indicações: é um anti-histamínico destinado ao tratamento das manifestações alérgicas, tais como sintomas de rinite alérgica (incluindo espirros, obstrução nasal, prurido, coriza, conjuntivite alérgica) e urticária (erupção avermelhada e pruriginosa na pele). MS 1.8326.0359. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Data de Revisão: 01/10/19.

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